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Guia do multímetro

Usando um multímetro

Duas regras cobrem quase tudo: tensão se mede em paralelo, corrente em série. O que muda por baixo é o próprio medidor — em volts ele é um resistor de 10 MΩ que você pendura no circuito, em ampères é um fio que você insere nele.

Tensão de carga (burden). Uma faixa de corrente funciona medindo a queda num shunt interno, e essa queda sai do seu circuito. Por isso uma leitura de corrente pode ser perfeitamente precisa e completamente inútil: você mediu um circuito que o medidor já tinha alterado. Se o número importa, use um shunt escolhido por você e meça os milivolts sobre ele no modo tensão.

O fusível. Os bornes mA e µA ficam atrás de um pequeno fusível rápido, muitas vezes de 200–500 mA, e num medidor bem especificado é do tipo cerâmico HRC com areia, e não de vidro. Esse fusível não protege o medidor, protege você: deixe a ponta vermelha no borne de corrente depois de uma medição de corrente, encoste as pontas numa fonte energizada e você colocou quase um curto-circuito sobre ela — num circuito da rede, um arco elétrico. Um fusível de vidro colocado como reposição é estilhaçado por esse arco em vez de extingui-lo. Substitua por um equivalente, com mesma corrente, tensão e capacidade de interrupção, e crie o hábito de voltar a ponta vermelha ao borne VΩ assim que terminar. Os medidores também têm uma categoria CAT — CAT II para tomadas, CAT III para quadros de distribuição, CAT IV na entrada de serviço — e tanto a categoria quanto a tensão indicada precisam cobrir onde você está trabalhando.

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